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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O léxico da língua Verde


A onda ambientalista que vem crescendo desde os anos 1960 não se limita a mudar hábitos, consciências e modos de fazer negócios. Também recicla a linguagem, alterando o sentido de velhas palavras e criando novas expressões. Das mais científicas ás mais marqueteiras, eis um glossário básico para acompanhar as conversas em clima de Rio+20.

Ciclo de vida
A análise do chamado ciclo de vida de um produto é uma metodologia complexa que procura determinar seu impacto ambiental total “do berço á cova”, isto é da matéria-prima ao descarte(ou reciclagem, quando houver), passando por manufatura., distribuição, uso e manutenção. Ela está para os métodos tradicionais dos relatórios de impacto ambiental como a física quântica está para a física do Newton.

Desenvolvimento Sustentável


O adjetivo sustentável existe há séculos, mas, como termo corrente do vocabulário econômico e ecológico, a data que aparece em sua certidão de nascimento é 1987.É daquele ano o chamado “relatório Brundtland”, o texto em que uma comissão formada pela Onu – e presidida pela então primeira-ministra da Noruega.Gro Harlem Brundtland – lançou as bases de um programa internacional para conciliar o desenvolvimento econômico e social com a conservação dos recursos naturais da Terra, de modo a não espetar a conta da atual produção de riquezas nas futuras gerações .O desenvolvimento sustentável foi o signo sob o qual transcorreu a Rio 92.Seu principal problema é, ainda hoje, ser uma daquelas belas ideias com as quais todos concordam, mas que se tornam um vespeiro na hora do desdobramento em medidas práticas. A atual pegada ecológica da humanidade aponta pra um longo caminho á frente.

Ecologia

A palavra estreou num dicionário de português em 1928, segundo o Houaiss.Cerca de meio século, portanto, depois de ser criada pelo zoológico alemão Emst Haeckel como Ökologie( a partir do grego, oikos, “casa, habitação”), para designar o nascente estudo das relações entre seres vivos e meio ambiente. A princípio um termo científico de uso restrito, caiu na linguagem comum nos anos 1960, com os primeiros movimentos da voga ambientalista. Em inglês, data de 1969 o primeiro registro do elemento “eco” como formador de novos vocábulos dotados de uma aura ambientalmente correta, como um ecoturismo, ecodesign, ecoeficiência etc. Abusaram tanto do truque que um dos tiros acabou saindo pela culatra:nasceu o ecochato.

Efeito Estufa



Há quem imagine que o efeito estufa é um problema.
Na verdade, trata-se de um fenômeno – proposto como teoria pelo físico francês Joseph Fourier em 1824 e mais tarde confirmado experimentalmente – que viabiliza a vida na Terra.
Os gases do efeito estufa devolvem á superfície do planeta parte do calor que, na ausência deles, se perderia no espaço.
Ocorre que esse efeito vem se intensificando com a concentração crescente de dióxido de carbono, metano e outros gases na atmosfera, resultado da queima de combustíveis fósseis e do desmatamento .Como consequência a temperatura média do planeta está em elevação. É um fato, mas existem entre os cientistas vozes relevantes que pedem cautela em torno dos reais efeitos do aquecimento global e de como o ser humano o provoca. Assinado em 1997, o Protocolo de Kyoto representou um primeiro passo diplomático no sentido de controlar a emissão global de gases do efeito estufa. O maior problema é que os Estados Unidos, um dos países campeões da poluição, não o ratificaram.

Externalidade

Termo cascudo do jargão econômico que o discurso ambientalista vai popularizando.
Uma externalidade é uma espécie de efeito colateral da geração de riquezas:um custo ou benefício que a produção de determinado artigo acarreta para terceiros e que, pelas leis do mercado, jamais se refletirá no cálculo de seu valor. Externalidades podem ser positivas ou negativas é um investimento eficiente em educação pública, que tem diversos tipos de impacto salutar na comunidade em torno da escola. A externalidade negativa mais tipica é a poluição. Fórmulas legais como as do passivo ambiental têm se esforçado por “internalizar” tal custo, isto é, incorporá-lo á economia da produção.

Orgânico


A palavra veio do latim organicus, que tinha significado bem diferente:”relativo a instrumento musical”.Foi provavelmente por influência do francês que ganhou o sentido de “relativo aos órgãos dos seres vivos”.A expressão “agricultura orgânica” surgiu na Inglaterra em 1940, por oposição a “agricultura química”, para designar aquela que dispensava agrotóxicos e adubos químicos(e mais tarde sementes geneticamente alteradas).A princípio uma atividade pouco mais que artesanal, começou a se expandir comercialmente nos anos 1970.Hoje, como “eco” e “verde”, o adjetivos se reveste de conotações fetichistas e marqueteiras:ser orgânico significa ser mais caro, além de supostamente mais saudável, embora “o atual estágio das evidências científicas não corrobore esse ponto de vista”, segundo a agência de alimentos britânica, a Food Standards Agency, isso levou á proliferação em todo o mundo, nos últimos anos, de selos com variados graus de confiabilidade para atestar o que realmente merece ser chamado de orgânico.

Passivo Ambiental


É o custo associado á degradação ambiental em que incorre uma empresa.
Cobre de taxas e multas á recuperação de áreas poluídas, passando pela compra de equipamentos antipoluição exigidos por lei. A referência nesse campo é a legislação aprovada em 2004 pelo Parlamento Europeu, com base no princípio de que “o poluidor paga”.A menos, claro, que tenha excelentes advogados. Mas a tendência internacional é fechar o cerco aos sujismundos.

Pecuária

A criação de gado é tão central na história da humanidade que a palavra latina pecuária tem relação de parentesco com os vocábulos “pecuniário” e pecúlio”, distantes do vocabulário do campo e ligados á ideia de dinheiro.
A explicação é simples:por milênios, a riqueza foi medida em cabeças de gado. É recente a ideia de que algo nesse esquema não cheira bem:em 2006,um relatório da ONU acusou o setor pecuarista de ser um dos maiores vilões do agravamento do efeito estufa devido aos gases emitidos por montanhas de esterco.

Pegada Ecológica

O conceito foi criado nos anos 1990 por William Rees e Mathis Wackermagel, pesquisadores da universidade canadense de British Columbia, como medida do consumo de recursos naturais pelo homem em relação á capacidade da Terra para repô-los. Calcula-se que hoje a pegada total da humanidade seja de um planeta e meio, o que significa dizer que o consumo de recursos naturais excede em 50% a capacidade de reposição da terra – um ritmo insustentável, portanto. Em geral, e uma medição que favorece países subdesenvolvidos ou em desenvolvimentos:O Brasil é um dos maiores credores do mundo nessa contabilidade.

Reciclagem

O ferro-velho, palavra existente em português desde o século XVII, é a prova de que reciclar – verbo que concentra a ideia de “submter algo a um novo ciclo” - é uma ideia antiga.
No entanto na forma de programas organizados que envolvem governos, iniciativa privada e cidadãos comuns, a reciclagem viveu seus primeiros dias de glória durante a II Guerra Mundial.
Tratava-se de reciclar sobretudo metal para municiar a indústria de armamentos. A partir dos anos 1970, a própria reciclagem se reciclou e, sob a lógica da ecologia, incorporou outros materiais, principalmente vidro, plástico e papel. O Brasil apresenta índices conflitantes nesse quesito: líder mundial em reciclagem de latinhas de alumínio, com bom desempenho também no reaproveitamento de papelão e garrafas PET, tem apenas 18% de seus municípios com algum tipo de coleta seletiva. Paradoxo do atraso no Brasil , os principais atores da reciclagem, iniciativa de economia sofisticada, são os catadores de lixo, representantes do lumpesinato.

Responsabilidade Social

Outra boa ideia que corre o risco de ser engolida pelo excesso de esperteza. Mais que uma expressão da moda, a responsabilidade social - de preferência como auxílio de outro objetivo, ambiental – tornou-se o xodó da comunicação corporativa no terceiro milênio. Acredita-se que tenha poderes mágicos:se de fato há empresas socialmente responsáveis, também existem as que, com a ajuda de protocolos ensinados por profissionais especializados, dão publicidade máxima a bondades mínimas em busca de uma reciclagem de imagem pública que garanta ficha imaculada a poluidores históricos, diplomas de mecenas a notórios filisteus etc.

Verde

A palavra está entre as mais antigas de nossa língua:vinda do latim virides, surgiu já no século X, época que é considerada uma espécie de pré-história do português. Além da cor, nomeava as matas e, por extensão, a “natureza” em geral. Mas foi preciso esperar a ascensão dos movimentos ambientalistas, nos anos 1960, para que a palavra começasse a ganhar projeção internacional com a acepção de “ecológico”, que tem preocupações ambientais”.A organização Greenpace(literalmente,” paz verde”) foi fundada em 1971.
Os primeiros partidos verdes europeus datam do fim daquela década. Hoje o sentido ambientalista de “verde” está tão consagrado que a palavra virou bordão publicitário. Todo mundo quer ser verde, o que leva governos e organizações não governamentais a criar uma profusão de “selos verdes” para certificar produtos e empresas que, segundo critérios variados, têm o direito de se proclamar assim.

Fonte:Revista Veja de 13 de junho de 2012


http://www.planetasustentavel.com.br

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Reciclar é preciso


Como praticar a coleta seletiva em casa e contribuir para o futuro do planeta

Cada brasileiro produz mais ou menos 500 gramas de lixo diariamente. Parece pouco, mas é só fazer as contas. Somando tudo, a quantidade de lixo domiciliar gerada no país é de 115 mil toneladas por dia. Se esses desejos fossem colocados de uma vez só em caminhões, um em frente ao outro, haveria uma fila de 16.400 deles, ocupando 150 quilômetros de estrada. Em apenas três dias essa fila ultrapassaria a distância entre São Paulo e Rio de Janeiro.
A maior parte de tudo isso vai para os lixões, onde levará cerca de 400 anos para se decompor. Enquanto isso, o chorume – aquele líquido preto, de mau cheiro, que escorre do lixo – vai se infiltrando no solo, contaminando os lençóis freáticos, que são os rios subterrâneos de onde tiramos a água que bebemos.
Outro problema:os aterros sanitários estão se esgotando nas grandes cidades, onde o volume de lixo produzido é muito grande.
Atualmente, a maneira mais eficiente de combater esse problema é a reciclagem. Reciclar significa usar o lixo como matéria-prima, reaproveitando-a para fazer novos produtos. Cerca de 35% do lixo coletado hoje poderia ser reutilizado e outros 35% poderiam virar adubo. Ou seja, 70% da população do meio ambiente iria se transformar em algo útil e limpo para todo mundo.
Para que isso aconteça é fundamental que cada um faça a sua parte. Você pode ajudar participando da coleta seletiva, ou seja, , separando o lixo de sua casa, Nesse sistema, o material orgânico é separado do plástico, papel, vidro e metal, que são materiais reaproveitáveis, veja como:

1 º Reserve um espaço em casa para os cestos de lixo. Você vai precisar de cinco:para metais, plásticos, vidros, papéis e para produtos não recicláveis. Para facilitar a memorização, tenha um de cada cor.

2º Antes de jogar o lixo fora, lave-o e seque o bem. Isso vale para embalagens que contém coisas molhadas como caixas de leite, latas e garrafas de refrigerantes.

3ºEnsine os moradores de sua casa a jogar o lixo no local correto. No início, talvez seja difícil mudar os hábitos de todos, mas, aos poucos, todo mundo vai participar.

4ºPlanjeje um dia da semana para levar os sacos de lixo reciclável ao ponto de coleta mais próximo da sua casa. São lugares onde existem aqueles latões coloridos; ou nos Pontos de Entrega Voluntária(P.E.V).
Você pode ainda combinar de entregar o lixo para um catador de sucata.



No lugar certo

Saiba o que pode e o que não pode ser reciclado



Metal

Reciclável - Lata de refrigerante, cerveja, conserva, achocolatados, leite em pó e sucata de reforma.Não reciclável – Clipes, grampos, esponjas de aço, marmitex e panelas velhas.


Papel

Reciclável -
Jornais, revistas, cartões, folhas de caderno, papel de fax, rascunhos, formulários de computador, aparas de papel, fotocópias, cartazes velhos, embalagens longa vida(essas deverão estar dobradas ou rasgadas).Não reciclável – Papel celofane, amanteigado, carbono, metalizados, plastificados, sujos e engordurados, etiqueta adesiva, fita crepe, papéis sanitários, tocos de cigarro e fotos.


Plástico

Reciclável - Embalagens de refrigerante, margarina, detergente, xampu, álcool, produtos de limpeza, copo descartável, sacos plásticos em geral.Não reciclável – Cabo de panela, tomada, embalagem de biscoito, baldes, bacias, embalagens de produtos tóxicos e misturas de papel, plástico e metal.



Vidro

Reciclável – Recipientes em geral:potes, garrafas, desinfetantes, copos, frascos de medicamentos e perfume.Não reciclável – Espelhos, vidros planos, lâmpadas, cerâmicas, cristais, porcelanas, tubos de TV, assadeiras de vidro e válvulas.


É devagar...

Quanto tempo levam os materiais para serem absorvidos pela natureza

Papel e papelão:
de 3 a 6 meses
Tecido:
de 6 meses a 1 ano
Filtros de cigarro:
5 anos
Chiclete:
5 anos
Alumínio:
de 80 a 100 anos
Madeira pintada:
13 anos
Nylon:
mais de 300 anos
Plástico:
mais de 100 anos
Metal:
mais de 100 anos
Borracha:
tempo indeterminado
Vidro:
1 milhão de anos



Reciclar



Razões para
         
         reciclar



Conheça bons motivos para fazer a coleta seletiva de lixo da sua casa



Confira 7 boas razões para perder um pouquinho do seu tempo separando os materiais recicláveis do restante do lixo.



Gera empregos



Atualmente a indústria da reciclagem emprega mais de 500 mil pessoas no Brasil, de catadores até artesãos.



Preserva os recursos naturais



Para produzir alumínio, por exemplo, o homem destrói matas para extrair a bauxita. A reciclagem das latinhas de refrigerante e cerveja evita esse dano ambiental.



Conserva o solo



Atualmente a maior parte do lixo recolhido nas grandes cidades vai para aterros sanitários. O solo que recebe esse material acaba sendo inutilizado para sempre.



Economiza Energia e Água



Cada lata de alumínio reaproveitada gera uma economia de energia equivalente ao consumo de uma TV por três horas,



Salva Árvores



Cada 50 quilos de papel reciclado transformado em papel novo evita que uma árvore seja cortada.



Previne Enchentes



Uma garrafa plásticas de refrigerante pode levar 1 milhão de anos para decompor-se. Reciclando, você não deixa que esse material se acumule nos rios, provocando enchentes.



Evita Intoxicação



Reciclar baterias de celular afasta o risco de contaminação do solo por componentes tóxicos como cádmio, chumbo e mercúrio. Essas substâncias em contato como no nosso corpo, podem afetar o sistema nervoso central, figado, rins e pulmões.



O que separar?



Confira o que pode e o que não pode ser reciclado



Papéis Sim:Cadernos velhos, revistas, jornais, papéis de escritório, papel de seda, caixas de papelão, cartolina, embalagem longa-vida. Não:Papel vegetal, celofane, papéis encerados, carbono, papéis engordurados, fotografias, fitas ou etiquetas adesivas.



Plásticos Sim:Frascos de xampus, detergentes, refrigerantes, sacolas de supermercado, tampas e potes plásticos, caixas de ovos, frutas e legumes, canetas esferográficas, escova de dentes, baldes. Não:Isopor, plásticos como os usados na fabricação de computadores, telefones e eletrodomésticos, embalagens metalizadas.



Vidros Sim: Copos, garrafas de bebidas, frascos em geral(molhos, condimentos, remédios, perfumes e produtos de limpeza), potes de alimentos. Podem ser inteiros ou em cacos. Não:Espelhos, vidros de janelas e automóveis, lâmpadas, ampolas de medicamentos, cristal e vidros temperados.



Metais Sim:Latas de alumínio(refrigerante, cerveja e sucos) e latas de aço em geral como as de sardinhas, óleo, creme de leite, molho de tomate:Não:Esponjas de aço e canos de metal.



quarta-feira, 18 de julho de 2012

Tic-tac:o relógio do Planeta está correndo


O aquecimento global é uma ocorrência normal da natureza, tanto que já passamos por quatro grandes mudanças climáticas, porém o que está acontecendo atualmente não é um processo natural. Há menos de 40 anos, na década de 1970, alguns cientistas chegaram a prever que o planeta estava entrando em uma nova era glacial, tamanha a agressividade dos invernos no hemisfério Norte. Essa previsão não pode ser comparada á previsão de aquecimento de agora. Tal fenômeno vem sendo causado pelo modo contemporâneo de vida do homem e suas ações, em especial com relação ás atividades industriais e de consumo(prevalecendo, entre outros problemas, a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento)
A situação é alarmante, já que a humanidade precisa da disponibilidade dos recursos naturais que diminuem vertiginosamente a cada ano, em razão do uso imprudente somado á superpopulação existente. O consumo disparou e especialistas estão preocupados com tecnologia e desenvolvimento mundial, mas sem o cuidado necessário como meio ambiente. Hoje a humanidade está recebendo a resposta; depois de bilhares de anos o Planeta está envolvendo a falta de respeito e cuidado em forma grandes catástrofres:tsunamis, tempestades, furações, tornados e claro, o calor excessivo que vem matando muita gente, além de provocar o derretimento de geleiras e o grave canibalismo dos ursos polares, como consequência.
A terra não tem mais muito tempo e, por enquanto, não se sabe o quanto ela vai aguentar.
Em pleno ano de 2012, não existe mais a possibilidade de discordar, ainda que persistam divergências acerca do tamanho do impacto dessas alterações climáticas para a vida no planeta.
O fato é que produção e consumo não ficam no mesmo patamar do meio ambiente. Caso não surjam atitudes eficazes que aniquilem o aquecimento
desenfreado e outros tantos problemas, as agressões ao Planeta sempre estarão á frente. Enquanto isso não acontece, é possível amenizar o problema e dar fôlego á Terra.
Este é o momento de agir, e há várias maneiras de fazê-lo:reciclar, melhorar o transporte público e incentivar sua utilização.
Criar utilidades verdes e reduzir desperdícios em todas as formas, promover fontes de energia limpa, reaproveitar no máximo o lixo produzido pelas cidades(reciclável ou não), evitar desperdícios dos recursos naturais disponíveis. Basta haver vontade, mas de todos os lados.




quinta-feira, 5 de julho de 2012

Dia a dia sustentável


Se a Rio+20 deixou a desejar, não desanime e lembre-se que a mudança começa com você. Invista em atitudes simples que podem mudar o mundo.

Falta de compromisso, ambição e poucos avanços. Embora a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Governo brasileiro não concordem, esse é o saldo que lideres e entidades civis ligadas á questão ambiental têm da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que reuniu chefes de Estado, representantes e participantes de todo o mundo no Rio de Janeiro, no mês passado.”O que está proposto é muito pouco para toda a questão ambiental”, afirma Fábio Cidrin Gama Alves, do WWF-Brasil.
Mesmo que alguns cientistas contestem, inúmeros estudos comprovam que o planeta corre perigo. Se nada for feito para conter o aumento da temperatura média global, provocando pela emissão de gases poluentes a humanidade precisará se adaptar a cenários devastadores. Eventos climáticos, como secas e chuvas, devem se tornar mais intensos, espécies podem ser extintas e a disponibilidade de alimentos e água pode ficar comprometida.”Hoje, 20% da sociedade já consome 50% mais recursos naturais renováveis do que o planeta é capaz de regenerar. Pensar na incorporação de 150 milhões de pessoas por ano no mercado de consumo significa tornar essa situação ainda mais insustentável”, diz Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu Pelo Consumo Consciente.
Segundo ele, em 20 anos serão 3 bilhões de consumidores na nova classe média, tornando necessário 3 planetas e meio para suprir o consumo de recursos.
Garantir o amanhã, porém pode começar hoje. Simples ações, como fechar a torneira ao escovar os dentes, ajudar o planeta e, de quebra, o bolso.



Água

De acordo com a organização das Nações Unidas, no último século, o consumo de água aumentou duas vezes mais do que a taxa de crescimento da população e estima-se que em 2025 cerca de 1.8 bilhão de pessoas viverá em áreas com escassez absoluta de água. Faça sua parte:economize


Tome banhos mais rápidos

Abra a torneira apenas quando for se molhar ou tirar o sabonete do corpo. Se metade das famílias de uma cidade de 100 mil habitantes reduzisse o tempo de chuveiro aberto de 10 para 5 minutos, a água economizada poderia abastecer todo o município por quase 2 meses. O orçamento também agradece.


Feche a torneira ao escovar os dentes

Fazer a higiene bucal com a torneira fechada pode economizar 1.865 milhão de litros de água ao longo da vida. Se 1 milhão de pessoas tiver tal atitude, durante 1 mês, a quantidade de água poupada será equivalente a 12 minutos de vazão das cataratas do Iguaçu.


Desligue a mangueira

Aproveite a água do exangue da máquina de lavar para fazer a limpeza. Fazer isso uma vez por semana economiza mais de 14 mil litros de água por ano, o equivalente a um caminhão pipa e meio.


Conserte os vazamentos


Basta um buraco de 2 milímetros em um cano para que 3.200 litros de água sejam desperdiçados diariamente. São praticamente dez carros pipas com água tratada e limpa indo pelo ralo por mês. As torneiras também devem ser verificadas. De pingo em pingo, 16 mil litros de água podem ser desperdiçados em 1 ano. Lembre-se:quem paga essa conta é você.


Energia

O gasto da família brasileira com energia é , em média, de R$ 42 mensais. Uma economia de 25% rende, na poupança, R$ 157 mil em 72 anos. O benefício é duplo; para o bolso e para o meio ambiente, pois evita o aquecimento global.



Verifique a vedação da geladeira

Troque a borracha dos equipamentos sempre que for necessário para evitar que o frio saia e o calor entre, exigindo assim que ela trabalhe mais e gaste mais energia.


Não deixe os aparelhos em Stand By

Tire os equipamentos da tomada quando não estiver em uso e economize energia. A luz que fica acesa no modo stand by é responsável por até 25% do consumo de energia elétrica desses aparelhos. Outra dica:ao contrário do que muitos pensam, ligar e desligar o computador não consome mais energia do que deixá-lo ligado. Se apenas 1% dos brasileiros tomarem esta atitude na hora do almoço, todos os dias, a energia economizada evitará a emissão de carbono equivalente á de 80 mil carros percorrendo o trecho entre São Paulo e Rio de Janeiro.


Economize com as lâmpadas eficientes


Substitua as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes(se você não gosta da luz branca, saiba que existem fluorescentes amarelas)e LeDs. Embora sejam mais caras, elas têm maior durabilidade. Os investimentos são pagos, respectivamente, em 3 meses e 1 ano.


Compre eletrodomésticos eficientes

O selo Procel indica ao consumidor os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética. Já o selo Conpet orienta quais são os melhores aparelhos a gás.


Reciclagem



Se o Brasil reciclasse todos os resíduos que vão para os aterros sanitários, seria possível economizar cerca de R$ 8 bilhões por ano .Entretanto, apenas um de cada dez caminhões de lixo vai para a reciclagem. Para diminuir a quantidade de resíduos, recicle tudo o que puder e evite o excesso de embalagens.


Latinhas de alumínio

A reciclagem das latinhas poupa energia e o meio ambiente. A economia de energia gerada pela reciclagem de uma única latinha é suficiente para manter uma televisão ligada por 3 horas.


Plástico

Todos os plásticos são produzidos a partir do petróleo, um recurso natural não renovável e altamente poluente. A cada 100 toneladas de material reciclado, evita-se a extração de uma tonelada de petróleo e economiza-se até 90% de energia.


Óleo usado

Além de entupir o encanamento, o resíduo contamina os rios e os lençóis freáticos, pondo a vida aquática em risco. Um litro de óleo jogado na pia polui até 25 mil litros de água. Armazene o resíduo usado em garrafas PETs e leve até o posto de reciclagem mais perto de sua cada.


Consumo Consciente

Os americanos que representam 5% da população mundial, são responsáveis por 32% do consumo global. Se todos se comportassem como eles, só 1.4 bilhão de pessoas poderiam viver no planeta. Vale lembrar que, no Brasil, o padrão de consumo das classes A e B é semelhante ao dos americanos.


Antes de ir ás compras, faça uma lista

Compre somente o necessário. Em média, um terço dos alimentos comprados vão direto para o lixo, porque estragam antes de serem consumidos.


Diga não ás embalagens

Evite voltar das compras com excesso de sacolas e diga aos amigos que prefere ganhar presentes sem papel de presente.


Incentive o consumo consciente

Ao ir ás compras, converse com o seu filho sobre o quanto gastar, quais produtos adquirir, e os impactos ambientais e sociais que devem ser considerados na escolha da mercadoria e do fabricante.



Dê preferência aos produtos com certificações

Elas indicam o compromisso do fabricante com as questões ambientais e sociais.



Transporte

Andar de carro por 2 dias emite a mesma quantidade de dióxido de carbono (CO2) quanto se locomover durante 1 mês de metrô, segundo o instituto Akatu. A cada quilômetro rodado, um carro movido a gasolina libera cerca 150 gramas de dióxido de carbono. O metrô,somente 12 gramas.


Use o transporte Público

Opte sempre que possível pelo transporte coletivo ou compartilhe com amigos e colegas de trabalho as viagens de carro. Ande de bicicleta ou caminhe. Além de economizar combustível a atitude faz bem á sua saúde e ao meio ambiente.



Evite os horários de pico

Um litro de combustível é desperdiçado a cada 20 minutos em que você fica parado no congestionamento.


Se for comprar um carro, prefira 1.0

Quanto mais potente é o motor, mais CO2 é emitido. Dê preferência também ao motor a álcool ao invés de modelos a gasolina, para reduzir a emissão de poluentes.

Fonte:Manual de Etiqueta:Planeta Sustentável;Instituto Akatu e Pequeno guia de consumo em um mundo pequeno(WWF-Brasil).





sexta-feira, 15 de junho de 2012

Coleta seletiva de lixo


Reciclagem, é vista como solução ambiental para resíduos em todo o território nacional



Cada vez mais, a coleta seletiva vem sendo considerada uma solução para o problema do lixo no Brasil e no mundo. Através dela, separam-se materiais recicláveis dos não recicláveis. Uma parte dos resíduos pode ser reaproveitada, deixando de representar uma fonte de degradação para o meio ambiente e se tornando uma solução econômica e social, gerando lucros e empregos.
As vantagens da reciclagem do lixo são muitas:diminui o consumo das matérias-primas virgens(muitas delas não-renováveis);minimiza a poluição do solo, da água e do ar; melhora a limpeza da cidade e a qualidade de vida da população;prolonga a vida útil de aterros sanitários;melhora a produção de compostos orgânicos;gera empregos para a população não qualificada e receita para os pequenos e microempresários;cria receita com a comercialização dos recicláveis;estimula a concorrência, uma vez que os produtos gerados a partir dos reciclados são comercializados em paralelo aqueles gerados a partir de matérias-primas virgens; além de contribuir para a valorização da limpeza pública e desenvolver uma consciência ecológica.



É possível reciclar papéis, vidros, plásticos e metais, em geral. Não se recicla lixo orgânico, ou seja, restos de comida(cascas de legumes e de ovos, frutas, etc.);os chamados rejeitos(lenços de papel higiênico, absorventes e guardanapos de papel sujos, fotografias, espumas, acrílico, espelhos, cerâmicas, porcelanas, tijolos, etc.);resíduos específicos como pilhas e baterias; resíduos hospitalares(algodão, seringas, agulhas, gazes, ataduras, etc.); nem lixo químico ou tóxico, como, por exemplo, embalagens de agrotóxicos, latas de verniz, solventes e inseticidas.


Coleta Seletiva


O primeiro passo para se implantar a coleta seletiva de lixo é gerar conscientização. Elaborar um plano a fim de esclarecer moradores sobre as vantagens da coleta seletiva pode ser feito por meio de palestras, cartazes informativos e manuais de coleta seletiva. O importante é mostrar que a coleta seletiva, atualmente, é algo fácil, além de vantajoso. Basta o desejo e a boa vontade de todos. O passo seguinte é elaborar um projeto de reciclagem no qual sejam consideradas a logística da cidade e a forma como o lixo será coletado. Após isso, a administração pública estará apta a adquirir os coletores específicos para cada caso e fazer som que sejam devidamente sinalizados. Feita a coleta seletiva,há várias maneiras de se dar destino ao lixo reciclável.


Lixões X Aterros

Lixões são áreas separadas para despejar o lixo, fora dos núcleos residenciais. São verdadeiros focos de contaminação e proliferação de doenças, além de desequilibrarem o ecossistema do local, pois são terrenos “condenados à morte”, já que não podem ser reutilizados. Já os aterros sanitários são valas cavadas no solo, cobertas com lona plástica. O lixo jogado sobre a lona é compactado por um trator, que passa por cima de três a cinco vezes. Á medida que o lixo é compactado, é coberto por uma camada de 15 a 30 cm de terra.
O lixo coberto com terra não atrai moscas, ratos e urubus. Os gases e o chorume que são produzidos na decomposição do lixo são tratados para não causarem mau cheiro e contaminação dos lençóis freáticos. Dessa forma, um aterro necessita de cuidados por muitos anos, mesmo depois de ter sido saturado de lixo. Os aterros desativados devem ser mantidos sob constante vigilância e manutenção.
Apesar do crescimento da coleta dos resíduos sólidos urbanos (RSU) no País, quase a metade do lixo diário ainda tem a destinação inadequada, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais(Abrelpe), João Carlos David. Geralmente, apenas metade das centenas de toneladas de resíduos sólidos urbanos(recolhidos diariamente) tem destinação adequada.”O restante vai para os lixões ou aterros não licenciados. Nesse mercado de meio ambiente, o destino correto do lixo sólido são as centrais de tratamento de resíduos conhecidas como aterros sanitários licenciados, que são preparados para receber o material descartado sem contaminar o lençol freático e o meio ambiente”, explicou João Carlos David.




Estação Ciência da USP

A natureza de todo o Brazil agora na Estação Ciência da USP


Uma exposição que mostra de forma divertida e interativa como é importante cuidarmos da natureza.







Estação Ciência



Local

Rua Guaicurus, 1394, Lapa, São Paulo


Horário de funcionamento

De terça a sexta-feira, das 8h às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h
*exceto às segundas-feiras



Agendamento de grupos

(11) 3672-5364 / (11) 3675-6889




Informações gerais:

(11) 3673-7022

http://www.eciencia.usp.br


Ingresso:R$ 2,00



Crianças menores de 6 anos, maiores de 60 anos, portadores de necessidades especiais com um acompanhante, professores e comunidade da USP não pagam.
Entrada grátis para todos:primeiro sábado e terceiro domingo de cada mês.