Muito obrigada por entrar neste blog! Não deixe de comentar!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Manual de Etiqueta


Planeta sustentável




Nova ideias para enfrentar o aquecimento global e outros desafios da atualidade

A má notícia é que estamos consumindo os recursos naturais em um ritmo do que sua capacidade de reposição. A boa é que jovens, velhos, empresas, governos, ONGs e estudiosos se voltam, em número crescente para encontrar soluções criativas para esse problema, que é dos grandes.
Entender as questões ambientais do nosso tempo não é fácil. Exige conhecimento em áreas que, antes, eram apreciadas por especialistas.
A crise gerada das mudanças climáticas e a poluição dos oceanos colocaram a sustentabilidade na ordem do dia de todos nós. É a principal questão do mundo, hoje.
O objetivo é fornecer as informações de que você precisa para entender e participar com certa desenvoltura dos debates.

Por que é preciso reduzir o número de sacolas plasticas:
O que causa o aquecimento global?

É mesmo necessário economizar água?O objetivo é contribuir para popularizar e melhorar o debate do futuro da humanidade. É essa a missão do Planeta Sustentável.

As Fontes de energia limpa se renovam a cada dia. Nossa motivação para mais 100 anos dessa história também.
O mundo todo está procurando alternativas sustentáveis, preocupação essa que não é por acaso, ela está diretamente ligada a nossa qualidade de vida. Por isso, os esforços para um mundo mais sustentável ,precisam da nossa participação. Fique ligado nessa dicas que serão passadas para você.

-Evite banhos prolongados com chuveiro elétrico
-use menos o secador de cabelo
-Em breve, seu carro será movido a energia elétrica. Assim você poderá trocar os postos de combustível por uma tomada.
-Desligue sempre todos os equipamentos, até mesmo os que estão em modo espera(standby).
-Instale sua geladeira em um lugar ventilado, longe de fontes de calor. Mantenha as borrachas de vedação da porta em bom estado.
Durante o dia, deixe a luz do sol iluminar sua casa.

Clima



Estamos mudando o clima do planeta

Não restam dúvidas, sobre isso, concordam cientistas do painel intergovernamental sobre Mudanças Climáticas(IPCC), da agência espacial americana(Nasa) e do nosso Instituto Nacional de Pesquisas, Espaciais(Inpe), entre outros. Criamos essa situação ao emitir gases de efeito estufa(GEE) em excesso, provocando o aquecimento global e alterando o meio ambiente. É hora de agir para mudar essa realidade.
Para evitar os piores cenários, o ideal é que o aumento não passe de 2ºC, o que já está difícil de acontecer.
Há duas reações para isso:uma é conter ou mitigar uma elevação ainda maior na temperatura. A outra é nos adaptar ás consequências: chuvas e secas internas, extinção de espécies, mudanças no acesso á água e aos alimentos.
Como não sabemos quão grandes serão essas consequências, as iniciativas, atuais são para evitar a elevação na temperatura.

Impactos do aumento da temperatura Global

-Escassez de água
-Derretimento das geleiras
-Recifes de coral prejudicados
-Queda de produtividade na agricultura
-Espécies extintas
-Tempestades, secas, incêndios, ondas de calor

É Preciso fazer mais com menos

As principais atividades emissoras de GEE são queima de combustíveis fósseis para gerar energia e desmatamento.
As nações mais ricas são as grandes responsáveis, mas a tendência é que os países em desenvolvimento as ultrapassem em breve. A china já é o maior emissor mundial.
Em termos de emissão per capita, porém, os Estados Unidos são campeões:cada habitante emite 18 toneladas de CO2, contra 5 toneladas por chinês. Na média, cada pessoa no planeta emite 7 toneladas de CO2 por ano. O ideal é que até 2050 quando a população mundial chegará a 9 bilhões-esse valor tenha caído para 1 tonelada per capita:o equivalente, hoje, a um vôo para a Europa em classe econômica.
É preciso mudar hábitos para reduzir o impacto do nosso estilo de vida no planeta. Governos buscam acordo mundiais, como na Rio+20; empresas estudam como produzir mais com menos.
Participe desse movimento praticando escolhas sustentáveis em seu dia a dia, faz diferença.
A concentração de gases de efeito estufa na atmosfera é medida em partes por milhão(ppm) de CO2, ela oscilou entre 200 ppm e 280 ppm durante 400 mil anos. A partir da Revolução Industrial, seguida do aumento de riqueza e do crescimento populacional no mundo, esse valor subiu rapidamente; já está 390 ppm.

Água



A maior parte de nossa água está na Amazônia. Sobram 30% para o restante do país.

Saneamento básico é o desafio do país

Há muita água no Brasil. Temos 12% da água doce disponível no planeta. Mas isso não significa que ela está ao alcance de nossa sede.
A demanda por esse recurso natural só aumenta, e precisamos buscá-la longe e tratá-la para deixá-la potável, o que a torna cara. E ainda devolvemos boa parte dela suja aos rios e lagos.

A água que chega

As cidades que atraem cada vem mais moradores, são pontos de alta demanda de água.
Isso diminui a disponibilidade de água pára alguns, e é preciso buscá-la cada vez mais longe. Na grande São Paulo, por exemplo, ela é trazida de uma distância de mais de 70 quilômetros.
Gasta-se energia para transportá-la e tratá-la, perde-se água pelo caminho e ela fica mais cara.

A água que sai

Quanto mais suja estiver a água que devolvemos á natureza, mais difícil e caro fica para usá-la de novo, sem falar nos riscos ao ambiente. Mas nem metade da população tem coleta de esgoto – e só uma pequena parte dele e tratada. O lixo jogado em ruas e lixões também atinge as fontes de água.

Água virtual

A agropecuária e a indústria são as maiores consumidoras de água,usada para irrigar campos ou resfriar máquinas .Ou seja, tudo a nossa volta – alimentos, roupas, eletrodomésticos – tem água. É a chamada pegada hidrológica que calcula quanto desse líquido uma pessoa, comunidade ou empresa realmente consome.
A mensagem é que, para preservar água potável, o consumo racional de qualquer produto é importante.

Veja quanto de água é usado na produção de:

Um par de jeans



11 mil litros

Uma xícara de café


140 litros

Um celular de 200 dólares



16 mil litros

Mais da metade dos municípios brasileiros utiliza água subterrânea. Para preservá-la, não abra poços fundos(tubulares) sem consultar um especialista. Poços clandestinos são um caminho para contaminação e até falta de água na região.

Ao limpar quintal, garagem ou calçada, evitar usar a mangueira para “empurrar o lixo. Varra-o e recolha-o antes.
Assim você economiza na conta e não desperdiça água potável.

O Chuveiro é o maior consumidor de água(e de eletricidade) na casa.
A velha dica de tomar banho rápido e desligá-la na hora de se ensaboar continuar mais que valida.

Prefira detergente e sabão em pó com pouco ou nenhum fosfato na fórmula. A substância, responsável pela espuma, favorece a proliferação de algas nos rios, reduzindo a oferta de oxigênio aos peixes.

“Quando você está economizando bens de consumo, também poupa água. Sem desperdício, você não polui desnecessariamente”

Economia Verde

Um crescimento que respeite a natureza

Esta expressão você vai ouvir cada vez mais:economia verde é um novo modelo de produção e consumo, que entende que é preciso crescer sem esgotar os recursos naturais, emitindo menos carbono e promovendo o bem-estar social.

O que a economia verde faz

Os serviços ambientais, até agora usados “de graça”, passam a ter um “preço”, que será pago para financiar sua preservação e garantir que continuemos a usufruir deles.

Investe no bem-estar social, como o respeito a direitos trabalhistas, jovens e, mulheres, e em tecnologias inovadores, que promovam baixa emissão de carbono.

Apoia politicas públicas em prol das necessidades sociais e ambientais.

Não mede o progresso apenas pelo produto interno bruto(PIB) mas também por indicadores sociais e ambientais.

Corte o exagero nas compras, depois veja o que mais você pode fazer, como adquirir produtos que têm refil.

Opte por aqueles com certificações ambientais e sociais. Assim você influirá em toda a cadeia produtiva.

Seja qual for a sua profissão, fique antenado nas questões de sustentabilidade. Cada vez mais, farão parte do seu dia a dia no trabalho.


Energia


Todos têm direito a uma boa energia

O acesso á energia é tão fundamental quanto a água potável. Mas uma em cada cinco pessoas no mundo ainda vive sem ela é , portanto, sem qualidade de vida sem comunicação. É preciso levar energia a todos. Mas tem mais:a geração de energia é o maior emissor de gases de efeito estufa. Por isso, ela precisa ser limpa e, de preferência, renovável. É um grande desafio.

As lâmpadas eficientes, como as compactas fluorescentes e as LEDs, são mais caras, mas duram bem mais e pagam o investimento em três meses e cinco anos, respectivamente.

Compre eletrodomésticos mais eficientes. O selo Procel ajuda nessa hora. Para os aparelhos a gás, o selo Conpet indica os melhores.

Não deixe os aparelhos em stand-by. Tire-os da tomada quando não estiverem em uso ou adote tomadas com interruptor.

Evite sair de carro nos horários de pico. A cada 20 minutos em um congestionamento, você desperdiça 1 litro de combustível.

Sempre que possível, opte por ônibus, trem e metrô. Ou monte um esquema de carona com amigos e colegas de trabalho. Você economiza combustível, polui menos e ocupa melhor os espaços urbanos.

Fontes renováveis

“Não basta gerar energia limpa, é preciso organizar o consumo de forma inteligente. Se você olhar em volta, descobrirá várias maneiras de contribuir.”

Sozinha nenhuma fonte de energia renovável garante 100% de fornecimento; e nenhuma tem impacto zero. Os países investem em um “mix” da matriz energética – incluindo combustíveis fósseis, que ainda usaremos por um bom tempo de modo cada vez mais eficiente.
A definição do cardápio de fontes depende da distância dos centros consumidores e da disponibilidade de recursos, entre outros fatores.
Hidráulica

Origem

Água que movimenta as turbinas das usinas hidrelétricas.

Vantagens

A água é devolvida para o rio nas mesmas condições anteriores ao uso, na fase de funcionamento, a hidrelétrica emite pouco GEE.

Desvantagens

A construção de barragens e reservatórios altera o ambiente e provoca o deslocamento da população no entorno.

Solar

Origem

Painéis fotovoltaicos, que convertem a luz do sol em energia.

Vantagens

È talvez a fonte de menor impacto ambiental; exige pouca manutenção; mesmo uma casa pode ser uma miniusina de energia.

Desvantagens

Gera energia apenas quando há sol; a produção dos painéis é cara e o Brasil importa a maioria.

Eólica

Origem

Ventos que movimentam as pás de cata-ventos ligados a geradores.

Vantagem

Não gera resíduos; o terreno pode ser compartilhado com atividade agropecuária; mesmo uma casa se transforma em uma minigeradora.

Desvantagem

Para fornecer bastante energia, são necessárias áreas amplas, com estradas e linhas de transmissão, morte de pássaros, que se chocam com as pás.,

Biomassa-agrícola

Origem

Queima de bagaço de cana-de-açúcar, palha de milho e casca de arroz, entre outros.

Vantagem

Ao crescer, as plantas absorvem CO2; o período de safra da cana coincide como da seca, quando cai o nível da água nos reservatórios das hidrelétricas.

Desvantagem

Só gera energia na época de safra.

Biogás

Origem

Lixo orgânico de aterros sanitários, esgoto e dejetos de fazendas de porcos e aves.

Vantagem

Queima e elimina gases causadores de efeito estufa, como metano; gera fertilizante, produtores rurais podem vender o gás.

Desvantagem

È preciso limpar e concentrar o gás para aumentar seu poder calorífico; no caso dos aterros, eles ocupam uma área ampla por 50 anos e há cada vez menos espaço disponível.

Biocombustível (etanol e biodiesel)

Origem

Cana-de-açúcar, milho, beterraba, para o etanol, e oleaginosas, como soja, para para o biodiesel.

Vantagem

Substitui diretamente o petróleo; as plantas absorvem CO2;em sua fase de crescimento.

Desvantagem

O etanol pode faltar na entressafra ou quebra de safra da cana; no caso do biodiesel, a disponibilidade de matéria-prima é limitada.

Resíduos sólidos urbanos)incineração)

Origem

Queima de lixo urbano

Vantagem

Destroí o metano, que gera efeito estufa; reduz o volume de lixo; da cinza pode-se produzir cimento.

Desvantagem

Rendimento baixo, por causa da umidade do lixo, a cinza pode conter poluentes resistentes ao calor.

Outros
(mar e geotérmica)

Origem

A primeira, do movimento das águas ou das marés; a segunda, do calor no interior da terra.

Vantagem

Tem pouco impacto e atendem bem a regiões costeiras e onde já gêiseres ou rochas aquecidas.

Desvantagem

Dependem muito da localização geográfica.

Fontes não renováveis

Térmicas

combustíveis fósseis

Origem

Queima de gás natural, carvão ou derivados de petróleo.

Vantagem

A infraestrutura já existe. Atendem a áreas isoladas; servem de sistema complementar se faltar energia das hidrelétricas.

Desvantagem

Grande gerador do GEE

Nuclear

Origem

Fissão nuclear, que gera calor da divisão do átomo de urânio.

Vantagem

Praticamente não emite GEE; o urânio é abundante no planeta.

Desvantagem

Os resíduos são altamente radiativos; o impacto de um acidente pode ser enorme.

Papel



O papel nacional vem de florestar plantadas. Um alívio

Quando se fala de papel, podemos respirar mais tranquilos; toda a produção brasileira (78% do que é consumido no país), vem de floresta plantada, e é considerada uma fonte renovável. Mas o papel se acumula rapidamente em casa e no trabalho; por isso,use-o bem.

Avanços da indústria do papel

No segmento de papéis de imprimir e escrever, mais de 90% dos fabricantes têm certificação.
A produção de papel emite 21 milhões de toneladas de CO2, mas as árvores replantadas absorvem 64 milhões de toneladas de CO2.
As florestas são de eucalipto ou pinus, o que reduz a biodiversidade. Mas a preservação e o manejo de matas nativas no entorno ajudam a minimizar impactos.

Seja responsável no uso, evite voltar do shopping com excesso de sacolas, recuse a segunda via do cartão(fique com a nota fiscal).

Destine o papel á reciclagem. Mas papel de fax, guardanapo e fotografias não são recicláveis.

Papel reciclado ou novo?Depende do objetivo do uso. O primeiro reutiliza madeira que já foi derrubada e gera a renda dos catadores. Já o “novo”, se vem de florestas plantadas, também é adequado, e oferece mais opções de cores e texturas. Nos dois casos, adquira produto certificado.

Sacolas Plásticas

Use o menos possível e descarte do jeito certo

O Produto das sacolas plásticas é que parte delas vai para o mar, levada pelos rios. Fragmentam-se em pedacinhos, que não desaparecem.
Formam uma fina camada de plástico e são confundidas como alimentos por animais marinhos, que acabam se sufocando e morrendo.

Alternativas ao Plástico comum

Existem novos tipos de plástico para substituir o comum, que não se degrada e prejudica o ambiente.

Biodegradável

Feito do milho, decompõe-se em seis meses, desde que seja encaminhado para compostagem.
Mas não existem muitas usinas de compostagem no Brasil.

Verde

É feito de cana-de-açúcar, que emite menos gases de efeito estufa na sua produção. Mas não é biodegradável.

Oxibiodegradável

Contém um aditivo acelerador no processo de degradação(em até 24 meses).Porém não há comprovação de que despareça totalmente do ambiente.

O fim da distribuição de sacolas em supermercados de São Paulo causou polêmica, mas o fato é que elas são usadas em excesso e sua reciclagem é complicada, principalmente quando sujas. Ao reduzir seu uso e buscar alternativas, você participa de um consumo mais sustentável.
Para as compras há ecobgs de plástico durável, de lona, de palha de milho.
Na rua, leve sua ecobag na bolsa ou no carro para carregar compras inesperadas.
Incentive empresas e mercados a usarem embalagens de menor impacto na natureza.

Biodiversidade

Nossa existência depende da diversidade biológica

Compartilhamos o planeta com 50 milhões de plantas, fungos, animais e outras formas de vida. Esses seres e seus ecossistemas nos prestam diversos serviços ambientais que permitiram o nosso desenvolvimento até aqui. É preciso dar-lhes o devidor valor.

O que a natureza faz por nós

Proteção e abrigo

As florestas regulam o clima e absorvem carbono. As matas ciliares protegem rios do assoreamento, preservando a água,e os mangues são berçários de vida marinha.

Ingredientes preciosos

Frutos, óleos, raízes e animais fornecem alimentos ou substâncias que beneficiam áreas da ciência, como medicina e química, além de sustentar comunidades extrativistas.

Bem- estar e cultura

Lazer, ecoturismo e até valores espirituais são parte dos benefícios que a natureza nos oferece.

Cerca de 60% dos ecossistemas do mundo estão degradados, devido a mudanças climáticas, introdução de espécies exóticas, destruição de hábitat. A taxa de extinção de espécies está de 100 a mil vezes mais alta do que se conhece da história geológica do planeta.

Não leve seu cão a praias, reservas e outros recantos ecológicos.
Ele pode provocar impacto nos abrigos e na alimentação de animais silvestres.

Estoques de peixes e frutos do mar estão ameaçados pela sobrepesca e poluição. Varie o cardápio :evite atum(albacora), lagosta e badejo, e prefira sardinha e anchovas.

Certificações ajudam a comprar bem:em carnes, por exemplo, atestam que o gado não foi criado em áreas desmatadas ilegalmente.

A sustentabilidade vira uma questão global



1972

Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, Suécia. É a primeira a abordar os aspectos políticos sociais e econômicos dos problemas ambientais.

1985 a 1995

A Mata Atlântica perde mais de 1 milhão de hecatres entre São Paulo e Santa Catarina.

1987

Publicação do Relatório Nosso Futuro comum, da ONU, o “Relatório Brundtland” que define o conceito de desenvolvimento sustentável.

1992

Acontece a Eco 92, no Rio de janeiro. A conferência da ONU dá início a uma série de politicas e acordos para proteger a vida no planeta.

1997

É ratificado o Protocolo de Kyoto, que estabelece metas de redução nas emissões de gases de efeito estufa pelas nações industrializadas.

2000

Metade da população mundial vive em cidades, ocupando menos de 2% da superfície do planeta e usando 75% dos recursos disponíveis.

Setembro 2000

Surgem os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, conjunto de metas para erradicar problemas como pobreza e acesso á educação.

Março 2002

A irlanda introduz o Plastax, imposto cobrado ao consumidor sobre cada saco de plástico distribuído.
No primeiro ano,o consumo caiu 90%.

2005

Esse é o ano de 2010 registram as temperaturas mais altas dos últimos 100 anos; 0.62ºC acima da média no século 20.

Outubro 2006

O relatório Stern alerta que até 2050 as perdas econômicas decorrentes do aquecimento global podem custar 20% do PIB mundial.

Fevereiro 2007

O IPCC declara que o homem é responsável pelas alterações no clima e que a temperatura na Terra deve aumentar de 1.8ºC a 4ºC até 2100.

Fevereiro 2008

A ONU e o governo da Noruega inauguram a Caixa Forte internacional de Sementes, no Ártico, com capacidade de armazenar 4.5 milhões de amostras.

Novembro de 2008

O Ministério do Meio Ambiente publica o Livro Vermelho das Espécies Ameaçadas, totalizando 627 nomes.

Outubro 2009

Aprovada a Política Nacional sobre Mudanças do clima, que estabelece metas para redução de emissão de GEE entre 34.1% e 38.9% até 2020.

Dezembro 2009

A Cop-15 do Clima, em Copenhague mobiliza o mundo de forma inédita.
Mas a falta de acordo legalmente vinculantes decepciona parte do público.

Agosto 2010

Sancionada no Brasil, a lei 12.305, sobre resíduos sólidos, que entrará em vigor em 2014:de produtores a consumidores, todos serão responsáveis pelo clico de vida dos produtos.

2010

Entre 2001 e 2010, a área desmatada da Amazônia é de 165 mil quilômetros quadrados, o equivalente a quatro Suíças, embora o desmatamento esteja caindo.

Outubro 2011

Na COP-17 do clima, na África do Sul, países concordam em criar regras “legalmente vinculantes” para substituir o Protocolo de Kyoto, que termina em 2012.

2012

Grandes supermercados de São Paulo deixam de distribuir sacolas plásticas gratuitamente.

Junho 2012

No Rio de Janeiro, lideres do mundo todo se reúnem para uma ampla conferência sobre desenvolvimento sustentável, a Rio+20.





sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O léxico da língua Verde


A onda ambientalista que vem crescendo desde os anos 1960 não se limita a mudar hábitos, consciências e modos de fazer negócios. Também recicla a linguagem, alterando o sentido de velhas palavras e criando novas expressões. Das mais científicas ás mais marqueteiras, eis um glossário básico para acompanhar as conversas em clima de Rio+20.

Ciclo de vida
A análise do chamado ciclo de vida de um produto é uma metodologia complexa que procura determinar seu impacto ambiental total “do berço á cova”, isto é da matéria-prima ao descarte(ou reciclagem, quando houver), passando por manufatura., distribuição, uso e manutenção. Ela está para os métodos tradicionais dos relatórios de impacto ambiental como a física quântica está para a física do Newton.

Desenvolvimento Sustentável


O adjetivo sustentável existe há séculos, mas, como termo corrente do vocabulário econômico e ecológico, a data que aparece em sua certidão de nascimento é 1987.É daquele ano o chamado “relatório Brundtland”, o texto em que uma comissão formada pela Onu – e presidida pela então primeira-ministra da Noruega.Gro Harlem Brundtland – lançou as bases de um programa internacional para conciliar o desenvolvimento econômico e social com a conservação dos recursos naturais da Terra, de modo a não espetar a conta da atual produção de riquezas nas futuras gerações .O desenvolvimento sustentável foi o signo sob o qual transcorreu a Rio 92.Seu principal problema é, ainda hoje, ser uma daquelas belas ideias com as quais todos concordam, mas que se tornam um vespeiro na hora do desdobramento em medidas práticas. A atual pegada ecológica da humanidade aponta pra um longo caminho á frente.

Ecologia

A palavra estreou num dicionário de português em 1928, segundo o Houaiss.Cerca de meio século, portanto, depois de ser criada pelo zoológico alemão Emst Haeckel como Ökologie( a partir do grego, oikos, “casa, habitação”), para designar o nascente estudo das relações entre seres vivos e meio ambiente. A princípio um termo científico de uso restrito, caiu na linguagem comum nos anos 1960, com os primeiros movimentos da voga ambientalista. Em inglês, data de 1969 o primeiro registro do elemento “eco” como formador de novos vocábulos dotados de uma aura ambientalmente correta, como um ecoturismo, ecodesign, ecoeficiência etc. Abusaram tanto do truque que um dos tiros acabou saindo pela culatra:nasceu o ecochato.

Efeito Estufa



Há quem imagine que o efeito estufa é um problema.
Na verdade, trata-se de um fenômeno – proposto como teoria pelo físico francês Joseph Fourier em 1824 e mais tarde confirmado experimentalmente – que viabiliza a vida na Terra.
Os gases do efeito estufa devolvem á superfície do planeta parte do calor que, na ausência deles, se perderia no espaço.
Ocorre que esse efeito vem se intensificando com a concentração crescente de dióxido de carbono, metano e outros gases na atmosfera, resultado da queima de combustíveis fósseis e do desmatamento .Como consequência a temperatura média do planeta está em elevação. É um fato, mas existem entre os cientistas vozes relevantes que pedem cautela em torno dos reais efeitos do aquecimento global e de como o ser humano o provoca. Assinado em 1997, o Protocolo de Kyoto representou um primeiro passo diplomático no sentido de controlar a emissão global de gases do efeito estufa. O maior problema é que os Estados Unidos, um dos países campeões da poluição, não o ratificaram.

Externalidade

Termo cascudo do jargão econômico que o discurso ambientalista vai popularizando.
Uma externalidade é uma espécie de efeito colateral da geração de riquezas:um custo ou benefício que a produção de determinado artigo acarreta para terceiros e que, pelas leis do mercado, jamais se refletirá no cálculo de seu valor. Externalidades podem ser positivas ou negativas é um investimento eficiente em educação pública, que tem diversos tipos de impacto salutar na comunidade em torno da escola. A externalidade negativa mais tipica é a poluição. Fórmulas legais como as do passivo ambiental têm se esforçado por “internalizar” tal custo, isto é, incorporá-lo á economia da produção.

Orgânico


A palavra veio do latim organicus, que tinha significado bem diferente:”relativo a instrumento musical”.Foi provavelmente por influência do francês que ganhou o sentido de “relativo aos órgãos dos seres vivos”.A expressão “agricultura orgânica” surgiu na Inglaterra em 1940, por oposição a “agricultura química”, para designar aquela que dispensava agrotóxicos e adubos químicos(e mais tarde sementes geneticamente alteradas).A princípio uma atividade pouco mais que artesanal, começou a se expandir comercialmente nos anos 1970.Hoje, como “eco” e “verde”, o adjetivos se reveste de conotações fetichistas e marqueteiras:ser orgânico significa ser mais caro, além de supostamente mais saudável, embora “o atual estágio das evidências científicas não corrobore esse ponto de vista”, segundo a agência de alimentos britânica, a Food Standards Agency, isso levou á proliferação em todo o mundo, nos últimos anos, de selos com variados graus de confiabilidade para atestar o que realmente merece ser chamado de orgânico.

Passivo Ambiental


É o custo associado á degradação ambiental em que incorre uma empresa.
Cobre de taxas e multas á recuperação de áreas poluídas, passando pela compra de equipamentos antipoluição exigidos por lei. A referência nesse campo é a legislação aprovada em 2004 pelo Parlamento Europeu, com base no princípio de que “o poluidor paga”.A menos, claro, que tenha excelentes advogados. Mas a tendência internacional é fechar o cerco aos sujismundos.

Pecuária

A criação de gado é tão central na história da humanidade que a palavra latina pecuária tem relação de parentesco com os vocábulos “pecuniário” e pecúlio”, distantes do vocabulário do campo e ligados á ideia de dinheiro.
A explicação é simples:por milênios, a riqueza foi medida em cabeças de gado. É recente a ideia de que algo nesse esquema não cheira bem:em 2006,um relatório da ONU acusou o setor pecuarista de ser um dos maiores vilões do agravamento do efeito estufa devido aos gases emitidos por montanhas de esterco.

Pegada Ecológica

O conceito foi criado nos anos 1990 por William Rees e Mathis Wackermagel, pesquisadores da universidade canadense de British Columbia, como medida do consumo de recursos naturais pelo homem em relação á capacidade da Terra para repô-los. Calcula-se que hoje a pegada total da humanidade seja de um planeta e meio, o que significa dizer que o consumo de recursos naturais excede em 50% a capacidade de reposição da terra – um ritmo insustentável, portanto. Em geral, e uma medição que favorece países subdesenvolvidos ou em desenvolvimentos:O Brasil é um dos maiores credores do mundo nessa contabilidade.

Reciclagem

O ferro-velho, palavra existente em português desde o século XVII, é a prova de que reciclar – verbo que concentra a ideia de “submter algo a um novo ciclo” - é uma ideia antiga.
No entanto na forma de programas organizados que envolvem governos, iniciativa privada e cidadãos comuns, a reciclagem viveu seus primeiros dias de glória durante a II Guerra Mundial.
Tratava-se de reciclar sobretudo metal para municiar a indústria de armamentos. A partir dos anos 1970, a própria reciclagem se reciclou e, sob a lógica da ecologia, incorporou outros materiais, principalmente vidro, plástico e papel. O Brasil apresenta índices conflitantes nesse quesito: líder mundial em reciclagem de latinhas de alumínio, com bom desempenho também no reaproveitamento de papelão e garrafas PET, tem apenas 18% de seus municípios com algum tipo de coleta seletiva. Paradoxo do atraso no Brasil , os principais atores da reciclagem, iniciativa de economia sofisticada, são os catadores de lixo, representantes do lumpesinato.

Responsabilidade Social

Outra boa ideia que corre o risco de ser engolida pelo excesso de esperteza. Mais que uma expressão da moda, a responsabilidade social - de preferência como auxílio de outro objetivo, ambiental – tornou-se o xodó da comunicação corporativa no terceiro milênio. Acredita-se que tenha poderes mágicos:se de fato há empresas socialmente responsáveis, também existem as que, com a ajuda de protocolos ensinados por profissionais especializados, dão publicidade máxima a bondades mínimas em busca de uma reciclagem de imagem pública que garanta ficha imaculada a poluidores históricos, diplomas de mecenas a notórios filisteus etc.

Verde

A palavra está entre as mais antigas de nossa língua:vinda do latim virides, surgiu já no século X, época que é considerada uma espécie de pré-história do português. Além da cor, nomeava as matas e, por extensão, a “natureza” em geral. Mas foi preciso esperar a ascensão dos movimentos ambientalistas, nos anos 1960, para que a palavra começasse a ganhar projeção internacional com a acepção de “ecológico”, que tem preocupações ambientais”.A organização Greenpace(literalmente,” paz verde”) foi fundada em 1971.
Os primeiros partidos verdes europeus datam do fim daquela década. Hoje o sentido ambientalista de “verde” está tão consagrado que a palavra virou bordão publicitário. Todo mundo quer ser verde, o que leva governos e organizações não governamentais a criar uma profusão de “selos verdes” para certificar produtos e empresas que, segundo critérios variados, têm o direito de se proclamar assim.

Fonte:Revista Veja de 13 de junho de 2012


http://www.planetasustentavel.com.br

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Reciclar é preciso


Como praticar a coleta seletiva em casa e contribuir para o futuro do planeta

Cada brasileiro produz mais ou menos 500 gramas de lixo diariamente. Parece pouco, mas é só fazer as contas. Somando tudo, a quantidade de lixo domiciliar gerada no país é de 115 mil toneladas por dia. Se esses desejos fossem colocados de uma vez só em caminhões, um em frente ao outro, haveria uma fila de 16.400 deles, ocupando 150 quilômetros de estrada. Em apenas três dias essa fila ultrapassaria a distância entre São Paulo e Rio de Janeiro.
A maior parte de tudo isso vai para os lixões, onde levará cerca de 400 anos para se decompor. Enquanto isso, o chorume – aquele líquido preto, de mau cheiro, que escorre do lixo – vai se infiltrando no solo, contaminando os lençóis freáticos, que são os rios subterrâneos de onde tiramos a água que bebemos.
Outro problema:os aterros sanitários estão se esgotando nas grandes cidades, onde o volume de lixo produzido é muito grande.
Atualmente, a maneira mais eficiente de combater esse problema é a reciclagem. Reciclar significa usar o lixo como matéria-prima, reaproveitando-a para fazer novos produtos. Cerca de 35% do lixo coletado hoje poderia ser reutilizado e outros 35% poderiam virar adubo. Ou seja, 70% da população do meio ambiente iria se transformar em algo útil e limpo para todo mundo.
Para que isso aconteça é fundamental que cada um faça a sua parte. Você pode ajudar participando da coleta seletiva, ou seja, , separando o lixo de sua casa, Nesse sistema, o material orgânico é separado do plástico, papel, vidro e metal, que são materiais reaproveitáveis, veja como:

1 º Reserve um espaço em casa para os cestos de lixo. Você vai precisar de cinco:para metais, plásticos, vidros, papéis e para produtos não recicláveis. Para facilitar a memorização, tenha um de cada cor.

2º Antes de jogar o lixo fora, lave-o e seque o bem. Isso vale para embalagens que contém coisas molhadas como caixas de leite, latas e garrafas de refrigerantes.

3ºEnsine os moradores de sua casa a jogar o lixo no local correto. No início, talvez seja difícil mudar os hábitos de todos, mas, aos poucos, todo mundo vai participar.

4ºPlanjeje um dia da semana para levar os sacos de lixo reciclável ao ponto de coleta mais próximo da sua casa. São lugares onde existem aqueles latões coloridos; ou nos Pontos de Entrega Voluntária(P.E.V).
Você pode ainda combinar de entregar o lixo para um catador de sucata.



No lugar certo

Saiba o que pode e o que não pode ser reciclado



Metal

Reciclável - Lata de refrigerante, cerveja, conserva, achocolatados, leite em pó e sucata de reforma.Não reciclável – Clipes, grampos, esponjas de aço, marmitex e panelas velhas.


Papel

Reciclável -
Jornais, revistas, cartões, folhas de caderno, papel de fax, rascunhos, formulários de computador, aparas de papel, fotocópias, cartazes velhos, embalagens longa vida(essas deverão estar dobradas ou rasgadas).Não reciclável – Papel celofane, amanteigado, carbono, metalizados, plastificados, sujos e engordurados, etiqueta adesiva, fita crepe, papéis sanitários, tocos de cigarro e fotos.


Plástico

Reciclável - Embalagens de refrigerante, margarina, detergente, xampu, álcool, produtos de limpeza, copo descartável, sacos plásticos em geral.Não reciclável – Cabo de panela, tomada, embalagem de biscoito, baldes, bacias, embalagens de produtos tóxicos e misturas de papel, plástico e metal.



Vidro

Reciclável – Recipientes em geral:potes, garrafas, desinfetantes, copos, frascos de medicamentos e perfume.Não reciclável – Espelhos, vidros planos, lâmpadas, cerâmicas, cristais, porcelanas, tubos de TV, assadeiras de vidro e válvulas.


É devagar...

Quanto tempo levam os materiais para serem absorvidos pela natureza

Papel e papelão:
de 3 a 6 meses
Tecido:
de 6 meses a 1 ano
Filtros de cigarro:
5 anos
Chiclete:
5 anos
Alumínio:
de 80 a 100 anos
Madeira pintada:
13 anos
Nylon:
mais de 300 anos
Plástico:
mais de 100 anos
Metal:
mais de 100 anos
Borracha:
tempo indeterminado
Vidro:
1 milhão de anos



Reciclar



Razões para
         
         reciclar



Conheça bons motivos para fazer a coleta seletiva de lixo da sua casa



Confira 7 boas razões para perder um pouquinho do seu tempo separando os materiais recicláveis do restante do lixo.



Gera empregos



Atualmente a indústria da reciclagem emprega mais de 500 mil pessoas no Brasil, de catadores até artesãos.



Preserva os recursos naturais



Para produzir alumínio, por exemplo, o homem destrói matas para extrair a bauxita. A reciclagem das latinhas de refrigerante e cerveja evita esse dano ambiental.



Conserva o solo



Atualmente a maior parte do lixo recolhido nas grandes cidades vai para aterros sanitários. O solo que recebe esse material acaba sendo inutilizado para sempre.



Economiza Energia e Água



Cada lata de alumínio reaproveitada gera uma economia de energia equivalente ao consumo de uma TV por três horas,



Salva Árvores



Cada 50 quilos de papel reciclado transformado em papel novo evita que uma árvore seja cortada.



Previne Enchentes



Uma garrafa plásticas de refrigerante pode levar 1 milhão de anos para decompor-se. Reciclando, você não deixa que esse material se acumule nos rios, provocando enchentes.



Evita Intoxicação



Reciclar baterias de celular afasta o risco de contaminação do solo por componentes tóxicos como cádmio, chumbo e mercúrio. Essas substâncias em contato como no nosso corpo, podem afetar o sistema nervoso central, figado, rins e pulmões.



O que separar?



Confira o que pode e o que não pode ser reciclado



Papéis Sim:Cadernos velhos, revistas, jornais, papéis de escritório, papel de seda, caixas de papelão, cartolina, embalagem longa-vida. Não:Papel vegetal, celofane, papéis encerados, carbono, papéis engordurados, fotografias, fitas ou etiquetas adesivas.



Plásticos Sim:Frascos de xampus, detergentes, refrigerantes, sacolas de supermercado, tampas e potes plásticos, caixas de ovos, frutas e legumes, canetas esferográficas, escova de dentes, baldes. Não:Isopor, plásticos como os usados na fabricação de computadores, telefones e eletrodomésticos, embalagens metalizadas.



Vidros Sim: Copos, garrafas de bebidas, frascos em geral(molhos, condimentos, remédios, perfumes e produtos de limpeza), potes de alimentos. Podem ser inteiros ou em cacos. Não:Espelhos, vidros de janelas e automóveis, lâmpadas, ampolas de medicamentos, cristal e vidros temperados.



Metais Sim:Latas de alumínio(refrigerante, cerveja e sucos) e latas de aço em geral como as de sardinhas, óleo, creme de leite, molho de tomate:Não:Esponjas de aço e canos de metal.



quarta-feira, 18 de julho de 2012

Tic-tac:o relógio do Planeta está correndo


O aquecimento global é uma ocorrência normal da natureza, tanto que já passamos por quatro grandes mudanças climáticas, porém o que está acontecendo atualmente não é um processo natural. Há menos de 40 anos, na década de 1970, alguns cientistas chegaram a prever que o planeta estava entrando em uma nova era glacial, tamanha a agressividade dos invernos no hemisfério Norte. Essa previsão não pode ser comparada á previsão de aquecimento de agora. Tal fenômeno vem sendo causado pelo modo contemporâneo de vida do homem e suas ações, em especial com relação ás atividades industriais e de consumo(prevalecendo, entre outros problemas, a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento)
A situação é alarmante, já que a humanidade precisa da disponibilidade dos recursos naturais que diminuem vertiginosamente a cada ano, em razão do uso imprudente somado á superpopulação existente. O consumo disparou e especialistas estão preocupados com tecnologia e desenvolvimento mundial, mas sem o cuidado necessário como meio ambiente. Hoje a humanidade está recebendo a resposta; depois de bilhares de anos o Planeta está envolvendo a falta de respeito e cuidado em forma grandes catástrofres:tsunamis, tempestades, furações, tornados e claro, o calor excessivo que vem matando muita gente, além de provocar o derretimento de geleiras e o grave canibalismo dos ursos polares, como consequência.
A terra não tem mais muito tempo e, por enquanto, não se sabe o quanto ela vai aguentar.
Em pleno ano de 2012, não existe mais a possibilidade de discordar, ainda que persistam divergências acerca do tamanho do impacto dessas alterações climáticas para a vida no planeta.
O fato é que produção e consumo não ficam no mesmo patamar do meio ambiente. Caso não surjam atitudes eficazes que aniquilem o aquecimento
desenfreado e outros tantos problemas, as agressões ao Planeta sempre estarão á frente. Enquanto isso não acontece, é possível amenizar o problema e dar fôlego á Terra.
Este é o momento de agir, e há várias maneiras de fazê-lo:reciclar, melhorar o transporte público e incentivar sua utilização.
Criar utilidades verdes e reduzir desperdícios em todas as formas, promover fontes de energia limpa, reaproveitar no máximo o lixo produzido pelas cidades(reciclável ou não), evitar desperdícios dos recursos naturais disponíveis. Basta haver vontade, mas de todos os lados.




quinta-feira, 5 de julho de 2012

Dia a dia sustentável


Se a Rio+20 deixou a desejar, não desanime e lembre-se que a mudança começa com você. Invista em atitudes simples que podem mudar o mundo.

Falta de compromisso, ambição e poucos avanços. Embora a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Governo brasileiro não concordem, esse é o saldo que lideres e entidades civis ligadas á questão ambiental têm da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que reuniu chefes de Estado, representantes e participantes de todo o mundo no Rio de Janeiro, no mês passado.”O que está proposto é muito pouco para toda a questão ambiental”, afirma Fábio Cidrin Gama Alves, do WWF-Brasil.
Mesmo que alguns cientistas contestem, inúmeros estudos comprovam que o planeta corre perigo. Se nada for feito para conter o aumento da temperatura média global, provocando pela emissão de gases poluentes a humanidade precisará se adaptar a cenários devastadores. Eventos climáticos, como secas e chuvas, devem se tornar mais intensos, espécies podem ser extintas e a disponibilidade de alimentos e água pode ficar comprometida.”Hoje, 20% da sociedade já consome 50% mais recursos naturais renováveis do que o planeta é capaz de regenerar. Pensar na incorporação de 150 milhões de pessoas por ano no mercado de consumo significa tornar essa situação ainda mais insustentável”, diz Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu Pelo Consumo Consciente.
Segundo ele, em 20 anos serão 3 bilhões de consumidores na nova classe média, tornando necessário 3 planetas e meio para suprir o consumo de recursos.
Garantir o amanhã, porém pode começar hoje. Simples ações, como fechar a torneira ao escovar os dentes, ajudar o planeta e, de quebra, o bolso.



Água

De acordo com a organização das Nações Unidas, no último século, o consumo de água aumentou duas vezes mais do que a taxa de crescimento da população e estima-se que em 2025 cerca de 1.8 bilhão de pessoas viverá em áreas com escassez absoluta de água. Faça sua parte:economize


Tome banhos mais rápidos

Abra a torneira apenas quando for se molhar ou tirar o sabonete do corpo. Se metade das famílias de uma cidade de 100 mil habitantes reduzisse o tempo de chuveiro aberto de 10 para 5 minutos, a água economizada poderia abastecer todo o município por quase 2 meses. O orçamento também agradece.


Feche a torneira ao escovar os dentes

Fazer a higiene bucal com a torneira fechada pode economizar 1.865 milhão de litros de água ao longo da vida. Se 1 milhão de pessoas tiver tal atitude, durante 1 mês, a quantidade de água poupada será equivalente a 12 minutos de vazão das cataratas do Iguaçu.


Desligue a mangueira

Aproveite a água do exangue da máquina de lavar para fazer a limpeza. Fazer isso uma vez por semana economiza mais de 14 mil litros de água por ano, o equivalente a um caminhão pipa e meio.


Conserte os vazamentos


Basta um buraco de 2 milímetros em um cano para que 3.200 litros de água sejam desperdiçados diariamente. São praticamente dez carros pipas com água tratada e limpa indo pelo ralo por mês. As torneiras também devem ser verificadas. De pingo em pingo, 16 mil litros de água podem ser desperdiçados em 1 ano. Lembre-se:quem paga essa conta é você.


Energia

O gasto da família brasileira com energia é , em média, de R$ 42 mensais. Uma economia de 25% rende, na poupança, R$ 157 mil em 72 anos. O benefício é duplo; para o bolso e para o meio ambiente, pois evita o aquecimento global.



Verifique a vedação da geladeira

Troque a borracha dos equipamentos sempre que for necessário para evitar que o frio saia e o calor entre, exigindo assim que ela trabalhe mais e gaste mais energia.


Não deixe os aparelhos em Stand By

Tire os equipamentos da tomada quando não estiver em uso e economize energia. A luz que fica acesa no modo stand by é responsável por até 25% do consumo de energia elétrica desses aparelhos. Outra dica:ao contrário do que muitos pensam, ligar e desligar o computador não consome mais energia do que deixá-lo ligado. Se apenas 1% dos brasileiros tomarem esta atitude na hora do almoço, todos os dias, a energia economizada evitará a emissão de carbono equivalente á de 80 mil carros percorrendo o trecho entre São Paulo e Rio de Janeiro.


Economize com as lâmpadas eficientes


Substitua as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes(se você não gosta da luz branca, saiba que existem fluorescentes amarelas)e LeDs. Embora sejam mais caras, elas têm maior durabilidade. Os investimentos são pagos, respectivamente, em 3 meses e 1 ano.


Compre eletrodomésticos eficientes

O selo Procel indica ao consumidor os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética. Já o selo Conpet orienta quais são os melhores aparelhos a gás.


Reciclagem



Se o Brasil reciclasse todos os resíduos que vão para os aterros sanitários, seria possível economizar cerca de R$ 8 bilhões por ano .Entretanto, apenas um de cada dez caminhões de lixo vai para a reciclagem. Para diminuir a quantidade de resíduos, recicle tudo o que puder e evite o excesso de embalagens.


Latinhas de alumínio

A reciclagem das latinhas poupa energia e o meio ambiente. A economia de energia gerada pela reciclagem de uma única latinha é suficiente para manter uma televisão ligada por 3 horas.


Plástico

Todos os plásticos são produzidos a partir do petróleo, um recurso natural não renovável e altamente poluente. A cada 100 toneladas de material reciclado, evita-se a extração de uma tonelada de petróleo e economiza-se até 90% de energia.


Óleo usado

Além de entupir o encanamento, o resíduo contamina os rios e os lençóis freáticos, pondo a vida aquática em risco. Um litro de óleo jogado na pia polui até 25 mil litros de água. Armazene o resíduo usado em garrafas PETs e leve até o posto de reciclagem mais perto de sua cada.


Consumo Consciente

Os americanos que representam 5% da população mundial, são responsáveis por 32% do consumo global. Se todos se comportassem como eles, só 1.4 bilhão de pessoas poderiam viver no planeta. Vale lembrar que, no Brasil, o padrão de consumo das classes A e B é semelhante ao dos americanos.


Antes de ir ás compras, faça uma lista

Compre somente o necessário. Em média, um terço dos alimentos comprados vão direto para o lixo, porque estragam antes de serem consumidos.


Diga não ás embalagens

Evite voltar das compras com excesso de sacolas e diga aos amigos que prefere ganhar presentes sem papel de presente.


Incentive o consumo consciente

Ao ir ás compras, converse com o seu filho sobre o quanto gastar, quais produtos adquirir, e os impactos ambientais e sociais que devem ser considerados na escolha da mercadoria e do fabricante.



Dê preferência aos produtos com certificações

Elas indicam o compromisso do fabricante com as questões ambientais e sociais.



Transporte

Andar de carro por 2 dias emite a mesma quantidade de dióxido de carbono (CO2) quanto se locomover durante 1 mês de metrô, segundo o instituto Akatu. A cada quilômetro rodado, um carro movido a gasolina libera cerca 150 gramas de dióxido de carbono. O metrô,somente 12 gramas.


Use o transporte Público

Opte sempre que possível pelo transporte coletivo ou compartilhe com amigos e colegas de trabalho as viagens de carro. Ande de bicicleta ou caminhe. Além de economizar combustível a atitude faz bem á sua saúde e ao meio ambiente.



Evite os horários de pico

Um litro de combustível é desperdiçado a cada 20 minutos em que você fica parado no congestionamento.


Se for comprar um carro, prefira 1.0

Quanto mais potente é o motor, mais CO2 é emitido. Dê preferência também ao motor a álcool ao invés de modelos a gasolina, para reduzir a emissão de poluentes.

Fonte:Manual de Etiqueta:Planeta Sustentável;Instituto Akatu e Pequeno guia de consumo em um mundo pequeno(WWF-Brasil).





sexta-feira, 15 de junho de 2012

Coleta seletiva de lixo


Reciclagem, é vista como solução ambiental para resíduos em todo o território nacional



Cada vez mais, a coleta seletiva vem sendo considerada uma solução para o problema do lixo no Brasil e no mundo. Através dela, separam-se materiais recicláveis dos não recicláveis. Uma parte dos resíduos pode ser reaproveitada, deixando de representar uma fonte de degradação para o meio ambiente e se tornando uma solução econômica e social, gerando lucros e empregos.
As vantagens da reciclagem do lixo são muitas:diminui o consumo das matérias-primas virgens(muitas delas não-renováveis);minimiza a poluição do solo, da água e do ar; melhora a limpeza da cidade e a qualidade de vida da população;prolonga a vida útil de aterros sanitários;melhora a produção de compostos orgânicos;gera empregos para a população não qualificada e receita para os pequenos e microempresários;cria receita com a comercialização dos recicláveis;estimula a concorrência, uma vez que os produtos gerados a partir dos reciclados são comercializados em paralelo aqueles gerados a partir de matérias-primas virgens; além de contribuir para a valorização da limpeza pública e desenvolver uma consciência ecológica.



É possível reciclar papéis, vidros, plásticos e metais, em geral. Não se recicla lixo orgânico, ou seja, restos de comida(cascas de legumes e de ovos, frutas, etc.);os chamados rejeitos(lenços de papel higiênico, absorventes e guardanapos de papel sujos, fotografias, espumas, acrílico, espelhos, cerâmicas, porcelanas, tijolos, etc.);resíduos específicos como pilhas e baterias; resíduos hospitalares(algodão, seringas, agulhas, gazes, ataduras, etc.); nem lixo químico ou tóxico, como, por exemplo, embalagens de agrotóxicos, latas de verniz, solventes e inseticidas.


Coleta Seletiva


O primeiro passo para se implantar a coleta seletiva de lixo é gerar conscientização. Elaborar um plano a fim de esclarecer moradores sobre as vantagens da coleta seletiva pode ser feito por meio de palestras, cartazes informativos e manuais de coleta seletiva. O importante é mostrar que a coleta seletiva, atualmente, é algo fácil, além de vantajoso. Basta o desejo e a boa vontade de todos. O passo seguinte é elaborar um projeto de reciclagem no qual sejam consideradas a logística da cidade e a forma como o lixo será coletado. Após isso, a administração pública estará apta a adquirir os coletores específicos para cada caso e fazer som que sejam devidamente sinalizados. Feita a coleta seletiva,há várias maneiras de se dar destino ao lixo reciclável.


Lixões X Aterros

Lixões são áreas separadas para despejar o lixo, fora dos núcleos residenciais. São verdadeiros focos de contaminação e proliferação de doenças, além de desequilibrarem o ecossistema do local, pois são terrenos “condenados à morte”, já que não podem ser reutilizados. Já os aterros sanitários são valas cavadas no solo, cobertas com lona plástica. O lixo jogado sobre a lona é compactado por um trator, que passa por cima de três a cinco vezes. Á medida que o lixo é compactado, é coberto por uma camada de 15 a 30 cm de terra.
O lixo coberto com terra não atrai moscas, ratos e urubus. Os gases e o chorume que são produzidos na decomposição do lixo são tratados para não causarem mau cheiro e contaminação dos lençóis freáticos. Dessa forma, um aterro necessita de cuidados por muitos anos, mesmo depois de ter sido saturado de lixo. Os aterros desativados devem ser mantidos sob constante vigilância e manutenção.
Apesar do crescimento da coleta dos resíduos sólidos urbanos (RSU) no País, quase a metade do lixo diário ainda tem a destinação inadequada, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais(Abrelpe), João Carlos David. Geralmente, apenas metade das centenas de toneladas de resíduos sólidos urbanos(recolhidos diariamente) tem destinação adequada.”O restante vai para os lixões ou aterros não licenciados. Nesse mercado de meio ambiente, o destino correto do lixo sólido são as centrais de tratamento de resíduos conhecidas como aterros sanitários licenciados, que são preparados para receber o material descartado sem contaminar o lençol freático e o meio ambiente”, explicou João Carlos David.